Um das principais dificuldades iniciais para quem está começando a investir, poupar, ou controlar suas dívidas e buscar sua independência financeira é como controlar as despesas mensais, principalmente as de pequeno valor.

As contas fixas são bem mais fáceis de controlar, são recorrentes, normalmente o valor mensal é o mesmo ou dentro de uma média possível de calcular e antecipar, então não há muita dificuldade em anotá-las para controle. Porém, para os pequenos gastos, a situação é bem diferente.

Muitas vezes são imprevisíveis, e normalmente são em grande quantidade durante o mês. São os lanches não programados entre um compromisso e outro, o cafezinho antes ou após o expediente, cerveja então, algumas pessoas poderiam já estar ricas se investissem o que gastam somente nisso todo mês!

Para quem é casado e/ou tem filhos, a situação é ainda mais difícil: é necessário o controle não só das despesas próprias, mas do cônjuge e da(s) criança(s). São pequenos gastos, muitas vezes em situação de stress, pressa ou nervosismo que sequer nos damos conta.

E o pior de tudo, são extremamente desgastantes de se controlar. A maioria não gera um comprovante ou nota fiscal, teriam que ser anotadas na hora ou logo após para não se perderem. Como o valor normalmente é desprezível (se considerarmos somente “aquela vez”, juntando sempre é um dinheirão!) começamos a achar que não vale a pena o esforço e deixamos de anotar.

De grão em grão…

Mas todos nós sabemos como termina o título aí de cima. O problema é que neste caso ele age contra nós! Todas estas pequenas contas somadas no final do mês e por um ano se tornam um belo desfalque no orçamento de qualquer família. Mas o que fazer então?

Muita gente prega eliminar de uma vez por todas estes gastos. Alguns dizem que devem ser incluídos no orçamento, mas severamente diminuídos ao mínimo necessário. Sinceramente, eu concordo com o segundo grupo.

Muitos destes gastos são inúteis, mas alguns são necessários ou emergenciais. Andar sem dinheiro nenhum para não sair do plano é radical demais e acaba causando situações complicadas. Mas separar um valor no orçamento e sair com o cartão de débito na rua é a receita para um desastre. Já que está na mão, vamos comprar!

Então, como controlar os gastos com estas pequenas despesas?

A solução que encontrei para contornar este problema, incluindo uma pequena verba para estas despesas no orçamento e no controle mensal, mas sem risco de ultrapassá-lo por copmodismo foi utilizar um cartão de débito pré-pago.

Muita gente conhece a versão para viagem internacional, que já foi uma ótima alternativa ao uso do cartão de crédito no exterior pelo IOF menor, até nosso governo resolver aumentar o tamanho da mordida. Porém, a versão para uso nacional é pouco divulgada e conhecida.

O cartão funciona exatamente como um telefone pré-pago: você insere “créditos” nele, e utiliza normalmente como se fosse o cartão de débito de uma conta corrente virtual. Mas qual a diferença entre usar este cartão e o cartão da minha conta? Este cartão tem um limite escolhido por mim, que já foi “pago”, portanto não existe a possibilidade de comprar algo a mais pensando “mês que vem eu diminuo de alguma outra conta”, “eu gasto menos até o final do mês”, ou qualquer desculpa esfarrapada que damos a nós mesmos quando queremos comprar algo sabendo que não podemos.

Eu utilizo o cartão do Banco do Brasil, pois é onde fica minha conta, porém pesquisei alternativas para comparar as taxas e tarifas e só encontrei informações sobre cartão pré-pago no site do Itaú.

Vejam:

Banco

Banco do Brasil

Itaú

Taxa de Emissão

R$ 10,00

R$ 15,00

Tarifa de Recarga

R$ 3,00

R$ 15,00

Tarifa Manutenção

R$ 1,00

R$ 4,50

Tarifa de Saque

R$ 2,50

R$ 6,50

 

As desvantagens que vi no uso deste cartão são as tarifas para recarga e de saque após o 5º no mês, mas esta a maioria dos bancos também tem para o cartão normal, dependendo do tipo de conta que você possui. A taxa de emissão, apesar de alta, é paga somente uma vez, ou se você perder o cartão e solicitar 2ª via.

Vale notar que a tabela de tarifas do Itaú não é muito clara em relação a tarifa de recarga, que aparece na mesma linha que a taxa de emissão. Achei absurdo o valor 5x maior que o do Banco do Brasil, mas como não sou correntista e não encontrei informação que desmentisse, deixei como está. Caso algum de vocês tenha um destes do Itaú poderia dizer se a tarifa é esta mesma e dizer o que achou do cartão!

A tarifa de recarga é um incômodo, pois como utilizo para pequenos gastos, R$ 3,00 acaba se tornando um custo alto em relação ao valor creditado. Contornei isto recarregando o cartão trimestralmente. De qualquer forma, considerei um pequeno preço a se pagar comparado com o tempo gasto anotando balinhas, café, pipoca e etc durante o mês inteiro.

Bem, fica a dica para quem não conhecia. Este cartão pré-pago pode ser uma ótima ferramenta para o controle das despesas mensais de pequeno valor, auxiliando no controle das despesas e mantendo o orçamento pessoal ou doméstico em dia.

Alguém por ai também usa? O que acharam?

Espero que tenham gostado da dica!

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